sábado, 16 de abril de 2011

Mais uma super resenha!

Direto do blog O Capítulo do Livro, de Tiago de Souza Pereira


O silêncio das mariposas

O livro O silêncio das mariposas, escrito porJuliano Schiavo em seis meses, fala sobre vampiros. Mas não somente sobre eles. Na verdade, o livro fala sobre angústias e dúvidas que todos nós temos em vida e, quanto ao personagem, em vida na morte.

Uma das coisas que se nota de imediato ao ler O silêncio das mariposas é que você não tem um personagem com nome e sexo. Mas de algum modo o Juliano Schiavo faz com que você se sinta como aquele personagem. Bem, pelo menos eu me vi em várias coisas pelas quais o personagem oculto discorreu.

Todos nós queremos agradar a alguém de alguma maneira. E muitas vezes somos desonestos com nós mesmos ao nos fecharmos para que os outros vejam na gente aquilo que os apetesse. Criamos um embrulho magnífico, cheio de laços e belas fitas exteriores, mas com um conteúdo doentio e depressivo, angustiado. No seu aniversário de dez anos, o personagem aprende uma dura e estranha lição, que talvez sirva mais para a frente. Devemos ser falsos mesmo quando a sociedade prega que a sinceridade é uma das coisas mais bonitas.

De fato, de todas as experiências pelas quais o personagem passa, nenhuma é mais intensa e estranha do que sua transformação vampírica. É ali que vemos ele perdendo tudo. É quando vemos até onde nossas escolhas precipitadas podem nos levar.

O silêncio das mariposas é um livro envolvente e de leitura rápida, pelo menos é essa a impressão que eu tive ao baixar e começar a ler as 100 páginas, de um total de 214, disponibilizadas no blog de divulgação da obra.

Se quiserem ler essas páginas e começarem a ponderar sobre várias coisas, baixem clicando aqui as páginas disponibilizadas pelo autor. E sigam o Juliano no Twitter:@julianoschiavo.

domingo, 10 de abril de 2011

O Capítulo do Livro: O silêncio das mariposas

O Capítulo do Livro: O silêncio das mariposas: "O livro O silêncio das mariposas, escrito por Juliano Schiavo em seis meses, fala sobre vampiros. Mas não somente sobre eles. Na verdade, o ..."

Silêncio das Mariposas, que acabou por silenciar-me também

Resenha de Elaine Moreira

Começar um livro com tal quantidade de confusão e verdade pode-se dizer é, no mínimo, ousado. As primeiras páginas de uma história ditam o que esperar de todo o resto. Caso seja fornecido muito suspense, drama, ou seja lá qual for o elemento literário, há de se imaginar que ele permeie todas as páginas prendendo o leitor até o ponto final. Nesse caso, 214 páginas depois.

Isso não é nada fácil de fazer. Mas também não é impossível. Juliano Schiavo que o diga.

O silêncio do título, não se faz apenas no ocultar a identidade da personagem central. Se faz também no silêncio quanto ao posicionamento geográfico. Não se sabe de onde vem, nem para onde vai. E sabe-se que os costumes regionais ditam muito das características de alguém. Até essa dica nos foi tirada para dificultar ainda mais a tentativa de descobrir quem nos conta sua história.

Mas há um contraponto para o silêncio. A verdade. A grande quantidade de verdade contida em todas as páginas, desde a primeira lição ensinada pela mãe, (que por incrível que pareça é a “necessidade de mentir” de iludir e encantar – o paradoxo da verdade da mentira). Eis o desnudar da sociedade, da hipocrisia vivida e imposta todos os dias e “revelada” com tanta naturalidade ao longo da narrativa.

Chamou-me a atenção ainda a sinceridade ao expor os medos. O medo de crescer, mesmo sendo necessário, o medo do “apagar eterno”, esse compartilhado pela grande maioria dos humanos, mesmo com tanto sofrimento, com tanta dor. Ainda assim, o medo. De morrer e do desconhecido.

A conservação das características primárias de um vampiro (aversão ao sol, sugar sangue humano, a caçada, o desejo, a sensualidade, a preocupação com o mistério, o não “revelar-se de Lúcio”), em uma onda literária de “adaptação de mitos”, com o contraponto da atualidade (o uso da Internet na busca pelas vítimas, por exemplo), são pontos destacáveis.

Não pude deixar de perceber o traço da Psicanálise, os sonhos revelando desejos reprimidos, para a busca dos que receberiam a “visita” do vampiro. Também não me escapou a frase “ nunca me tornei responsável pelo que cativei”, adaptada de um dos meu livros favoritos, O Pequeno Príncipe, em que Saint-Exupéry declara que sim, nos tornamos responsáveis pelas criaturas por nós cativadas.

Sorvi o livro aos “goles”, foi um por noite. E em nenhuma delas pude deixar de pensar se lá fora existia alguém que um dia me conheceu e que agora desejava o meu sangue. Também não pude me libertar da sensação de receber um beijo de Lúcio, toda vez que fechava o livro e me preparava para “dormir”.

Por cerca de dois meses vivi a vida noturna da criatura de Lúcio e criação de Schiavo. Sofri com seus dramas, ponderei os meus. Aprendi com suas verdades e questionei sempre o teor de suas palavras. Identifiquei-me, talvez essa fosse a intenção de não dar sexo a personagem. Ou talvez não houve intenção alguma.

Talvez tenha ocorrido só a mim, mas enquanto me “identificava” com a personagem, me questionei se não o fazia apenas para não ferir minha visão puritana e romântica de um possível relacionamento entre a criatura e Lucio. Talvez eu quisesse apenas que eles tivessem um relacionamento heterossexual. Pronto confessei. Também tenho os meus tormentos e limitações.

Mas isso é a história. Quero falar ainda da costura narrativa. Schiavo, com apenas alguns escorregões de repetição de palavras conseguiu fazer uma trama incrível. Desde o primeiro momento em que tive acesso a alguns capítulos do livro, no blog de divulgação, me encantou o conjunto de palavras, a riqueza descritiva na composição das cenas.

Sempre fui apaixonada por histórias de vampiros. Mas essa não é uma simples história de um vampiro. É uma história de palavras. De verdades e mentiras. De silêncios e gritos. De felicidades e tristezas. Descobertas e dramas. Do farfalhar de asas de mariposas e Cães melancólicos. Mas, sobretudo de Mariposas Silenciosas.

Venau

31/03/2011

domingo, 20 de março de 2011

Download das 100 primeiras páginas

Quer conhecer o livro? Baixe gratuitamente as 100 primeiras páginas.
Clique aqui para baixar: O Silêncio das Mariposas

sábado, 19 de março de 2011

Do portal RAC

Livro sobre vampiros destaca jovem autor de Americana
O Silêncio das Mariposas, de Juliano Schiavo, fala sobre vampiros, amor, sensualidade e autoconhecimento

11/03/2011 - 19h59 . Atualizada em 11/03/2011 - 20h21
Moara Semeghini/Portal RAC

Com 23 anos, o escritor de Americana Juliano Schiavo tem três livros publicados. O último, O Silêncio das Mariposas, fala sobre vampiros, amor, sensualidade e autoconhecimento. Após ser publicada por uma editora fluminense, a obra foi divulgada por Juliano em redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, através de blogs e no 'boca-a-boca'.

Narrado em primeira pessoa, o personagem central do livro não revela seu nome nem seu sexo e descreve prazeres da vida e da morte. “A narrativa é feita de uma forma que tanto homens quanto mulheres podem se identificar com o personagem central”, explica o autor. “Ele faz reflexões sobre sua infância até os dias atuais”, completa.

Juliano começou cedo a mostrar gosto pela escrita. Aos 15 anos já escrevia para o jornal da cidade, como colaborador. Formado em jornalismo, ele estuda Ciências Biológicas na Universidade Federal de São Carlos (campus de Araras) e trabalha como assessor de imprensa em Santa Bárbara D'Oeste.

Juliano também escreveu o livro Consternado e o livro-reportagem Sociedade do Lixo, que teve cerca de 800 downloads na internet. O Silêncio das Mariposas não está disponível para downloads. Quem quiser adquirir o livro pode mandar um e-mail para
jssjuliano@yahoo.com.br .