
domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Livro para download

Finalmente 'libertei' O Silêncio das Mariposas para download. Os interessados podem baixar o livro clicando aqui.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Tribo do Livro
Sinopse
O livro traz em suas páginas uma personagem sem nome e sem sexo, que revela o sofrimento e os prazeres de sua vida em morte. Transformada em vampiro, seus instintos e sensações se aguçam. Os relatos, que parecem ter sido sussurrados, oferecem ao leitor um retrospecto da infância da personagem até o desfecho de sua história.
Resenha por Lean Lioncourt
“Não sei o que sou, nem mesmo o que me tornei. Também não entendo os motivos que me fizeram chegar aqui onde estou”. Com esta frase se inicia o livro.
Uma obra fascinante, intrigante e estritamente única em leitura. Narra uma epopeia forçada de um vampiro recém-nascido, em busca de vingança e compreensão acerca da sua condição atual. Como tema principal além da transfiguração, vemos a exigência da assexualidade do personagem. Ora mostrando-se feminina em atitudes de macho, ora masculino em atitudes de fêmea, dando um toque particular à obra. É como uma transliteração do conceito do Vampiro clássico trazido à uma modernidade que acabou sendo feliz em médio, já que perdeu um pouco desta mesma psiquê gótica que pretendia.
Tem uma linguagem branca, sensual sem ser vulgar, sedutora e por ser um livro curto, acaba deixando a ideia de que não está completo. Muitas questões pairam antes e durante, talvez esperando que o vitríolo do autor exceda os limites normais - como parece ter acontecido - novamente e que a obra tenha uma definição a seguir. Ainda na questão da linguagem, toma-se uma cacofonia que poderia até ser agressiva mas acaba mostrando a fragilidade real do vampiro novo.
Sua dependência do Mestre, sua necessidade de exposição, sua abordagem de vingança por desejo, tudo isso acaba nos conquistando a atenção. É como se, dando nossos poderes a um jovem perturbado, ele pudesse se tornar seu próprio herói.
Ainda na escola antiga, o autor (mesmo sendo um jovem mestre) consegue explorar bem o caracter Hemingway de categorizar cada pequena ação ou reação com seus dotes mais singelos ao descrever uma brisa da manhã de outono ou a tão famigerada sensação de Mariposas ao estômago.
Ao passo de uma cronologia também curta (estimo que alguns poucos meses), chegamos novamente à questão da vivência absoluta, sem restrições e - parabolas in loco - o tão sonhado desapego que todo neófito sonha ter quando aprende do Sangue Negro.
O autor não esclarece, como foi dito, todas as questões talvez para ter o elo da próxima edição que poderá ser tão grande quanto esta primeira foi. É belo, artístico, profundo, eviscerante, nostálgico e bem adaptado.
Falando ainda da assexualidade, achei uma boa saída para não precisar estereotipar o protagonista (como grandes nomes o fizeram antes).
É sedutor e por vezes ultrapassa este limite, nos fazendo amar o personagem e ainda desejá-lo. Cria-se uma rotina no livro, mas até então pelo olhar do conhecedor, seja algo que ainda não é discutido abertamente, logo, esta rotina é fundamental para adaptação tanto da questão humana perdida quanto da monstruosidade aceita.
É uma obra que mexe no físico e no químico do leitor, seja para o bem ou para o mal. Muitos o abandonarão nas primeiras doze páginas mas aos que continuarem garanto que serão recompensados com uma profundade instigante e uma história relevante até mesmo a aprendizado mesmo não tendo como foco esta intenção.
Enfim, recomendo este livro para o Hall da Literatura sombria e o autor para um breve beijo de sangue.
Para bibliografia
SCHIAVO, Juliano. O Silêncio das Mariposas. Brasil: Multifoco, 2010.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Consternado - Juliano Schiavo
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Resenha de Andréia Nogueira
Esse livro fala sobre meu tema favorito "vampiros". Porém não é mais um livro sobre eles. Este livro está mais para o lado dos sentimentos e emoções do que do "vampiro" em si. Entendeu?
A primeira anotação que faço, e que quem já leu e resenhou também marcou, é o fato da personagem principal não ter "sexo". Nunca se sabe se é ele ou ela. Apesar de que,na minha cabeça, li como sendo "ela", poucas vezes me deu a impressão de ser"ele".
A personagem principal é "depressiva", desde seu tempo como humana,ela era alheia aos sentimentos dos outros. Uma egoísta na minha opinião.
"... A indiferença foi minha capa protetora; a beleza,mesmo com a cicatriz,meu passe de entrada; a hipocrisia meu guia; e a melancolia, ah, a melancolia! meu combustível, tendo vista que sempre sentia um vazio em meu estomago, sendo preenchido pelas eternas mariposas cinzentas. Ao meu lado,sempre o cão negro,triste e cabisbaixo,ladrando baixinho..." pg.26
Um livro, que a meu ver, é mais um tratado sobre a natureza humana.
Gostei muito. Apesar de ser um pouco pesado, quem gosta de "psicologia", vai adorar o livro. Adorei o vampiro tutor e criador da personagem, Lúcio. Complexo, vampiro, misterioso e sedutor...OMG!!!
"... Atuamos nas sombras,pois é a escuridão que lapida nossa beleza e nos ajuda a sorrir encantadoramente, como se utilizássemos uma máscara..." pg 44
Sinopse:
O livro traz em suas páginas uma personagem sem nome e sem sexo, que revela o sofrimento e os prazeres de sua vida em morte. Transformada em vampiro, seus instintos e sensações se aguçam. Os relatos, que parecem ter sido sussurrados, oferecem ao leitor um retrospecto da infância da personagem até o desfecho de sua história.
Fica a dica!
Bjos!!!
sábado, 24 de setembro de 2011
Resenha: blog Aceita um Leite?
domingo, 11 de setembro de 2011
Livros viajantes
Book-tour
Mudanças
Livro-livre
terça-feira, 19 de julho de 2011
Baixe as 100 primeiras páginas do livro
Clique aqui para baixar: O Silêncio das Mariposas
Do blog Sonhos Não Livros
#Resenha: O Silêncio das Mariposas

#Título: O Silêncio das Mariposas #Autor: Juliano Schiavo #Editora: Anthology #Númerode páginas: 214
"Apenas o silêncio das mariposas pode ser alcançado - mesmo que cause dor e desconforto. E tudo por causa de um beijo, um beijo vampiro, num baile de máscaras, numa noite em que a lua cheia banhava o céu com uma cor prateada. E, neste turbilhão de sensações e metáforas, eis que o drama se inicia e se desenrola numa teia tecida por relatos de uma face sem sexo e sem nome, apenas com uma cicatriz. Por isso, boa leitura."
Logo entrou na faculdade, logo terminou a faculdade e enfim estava trabalhando em um jornal em uma pequena cidade. Um de seus trabalhos era retirar fotos e fazer uma notícia sobre um Baile de Máscaras que era mente para elite na cidade. Se arrumou, se maquiou, colocou a máscara e foi à festa.
Várias fantasias, vários casais, várias fotos. Mas um certo passante lhe chamou a atenção. O que mais a deixou intrigada era que ninguém parecia notá-lo, mas, pra ela, ele tinha um certo magnetismo. Por fim ele se aproximou, ele a beijou e ela pediu para que fosse transformada naquilo que ele era. Ele lhe deu o beijo do vampiro.
O Silêncio das Mariposas é um livro direto, horizontal e bem clássico. Esqueça aquilo que você ouviu sobre vampiros, esqueça Drácula, Lestat, Edward e até mesmo Louis. Lúcio é um vampiro tomado pelo amor de uma recém transformada. Delicado, apaixonado e sensível, ele faz tudo por ela. Não sabemos o nome da personagem principal, e devo admitir que por alguns trechos eu ficava em dúvida se era homem ou mulher, porém outras partes deixavam bem claras o sexo feminino.
Algumas pessoas ao lerem o livro podem achar que é de conteúdo sexual, porém aqueles que conhecem a verdadeira essência do vampiro, como Drácula de BramStocker, sabe que a sensualidade e as grandes sensações fazem parte desses demônios.
Para saber mais sobre o livro visite o blog do autor ou o skoob.
Fonte: Sonhos, não Livros Por:FERNANDA FERRAREIS
Do blog Café de Ontem -
O Silêncio das Mariposas (Editora Multifoco, 214 páginas), romance de estréia do autor Juliano Schiavo, é um uma ficção de terror psicológico com altas doses de erotismo. O livro é narrado em primeira pessoa por um personagem sem nome e de sexo indefinido, apesar de eu não conseguir, em momento algum, imaginá-lo como não sendo masculino, desde sua infância e primeiras experiências sociais até sua transformação em vampiro e trajetória como criatura da noite, escrava e amante de seus próprios desejos e as consequências que eles trazem à sua personalidade.
Desde o surgimento do vampiro Lúcio, aquele que transforma o narrador, este assume o papel de guardião, amante e professor, não disfarçando sua necessidade e carência, para não dizer dependêcia, de sua nova criança e a história se aproxima notadamente da trama de “Entrevista com o Vampiro”, de Anne Rice. Assim como Lestat, Lúcio transforma um jovem e o deixa a mercê de seus caprichos, ensinando-o os prazeres carnais e sanguíneos; tal como o vampiro de Rice, Lúcio se mostra apaixonado e vazio sem sua cria; outra coincidência é o laço do vampiro com o mundo mortal por meio de um parente vivo, no caso de Lestat era o pai, aqui… bem, aqui é outra pessoa. Mas, diferente de “Entrevista com o Vampiro”, onde Louis luta contra seu tutor e seus instintos assassinos, no romance de Schiavo o narrador aceita sua nova condição com passividade e alegria, e é aí que os problemas começam.
Espero que o autor me perdoe, mas o pedido foi de uma resenha sincera e, se assim não fosse, eu não a escreveria, portanto, confesso que achei o livro extremamente monótono. O problema é a falta de conflitos que levem o leitor a seguir virando as páginas. Os fatos se sucedem de forma repetitiva e a narrativa em primeira pessoa não permite que se desenvolva qualquer apego às vítimas do novo vampiro, o que torna suas caçadas desinteressantes. As divagações do recém transformado personagem também não ajudam, baseadas em conceitos clichês típicos de crises adolescentes, o vazio de suas colocações, principalmente quando visita uma favela, causam constrangimento. Faltou muita lapidação na história antes da publicação.
Para não deixar minha crítica, que admito ser bastante áspera, sem justificativas, ressalto aqui alguns elementos que ilustram o que quero dizer: incontáveis vezes o personagem narra detalhadamente seus banhos e como a água escorre por seu corpo e ele percebe as sensações, uma alusão, entendo eu, a um ato mastubatório, que repetida vezes e vezes pelos capítulos chega a irritar; o cenário se restringe a passeios rápidos a uma cidade interiorana e a uma casa onde os vampiros vivem e cuja descrição foca no caixão onde o narrador dorme e a uma mesa de mogno, citada dezenas de vezes, sendo necessária ou não para o andamento da história; a cada vítima se repete a mesma fórmula: sonho e caçada, tornando a trama previsível e, depois de se arrastar por quase duzentas páginas sem nenhuma reviravolta, a trama se apressa a terminar, de forma bastante abrupta e pouco convincente.
Os elementos eróticos, principalmente os homoeróticos, usados para apimentar a trama, na verdade a tornam ainda mais cansativa, exatamente pelo mesmo motivo: repetição. Os fetiches explorados no livro não são originais e usá-los para alavancar a história exigiria uma grande dose de imaginação, sensibilidade e entendimento das motivações do personagem, o que não é bem trabalhado. Outro fator determinante é que o autor parece ter se limitado nas descrições das cenas mais picantes, não se permitindo excessos e acabando em lugares comuns. Ler Sade, hoje, não é tão chocante assim, mas o foi em sua publicação, assim como O Amante de Lady Chatterley, A Vênus das Peles ou os romances de Henry Miller, como Trópico de Câncer. Em resumo, para se escrever ficção erótica, não se pode ter vergonha do erotismo, e ele não pode estar fora de contexto.
Para finalizar, devo destacar que os diálogos, tão importantes na ficção, soaram em todos os momentos artificiais. Se os pensamentos e atitudes são de uma rebeldia adolescente, os tons formais e cheios de figuras de linguagem mal aplicadas não convencem o leitor. Uma página aleatória:
- Não seria prazer a palavra mais apropriada.
- Encare como se fosse. Todo prazer vem embrulhado em renúncia de alguma coisa. E você renúnciou à pureza que tanto estimava.
- É… como você me disse: toda escolha tem seu preço.
- Vamos andar a esmo. Refletir neste momento só trará dor e desconforto. O melhor a se fazer é se entregar naquilo que os humanos mais sabem fazer: inventar alguma coisa para esquecer o tempo.
- Tempo… tempo cruel, vida cruel. Está bem.
A obra também não passou por uma revisão de qualidade, pois os erros de português, principalmente na pontuação, são gritantes. Espero que o autor continue seu caminho e investindo em sua escrita, buscando aprimorá-la e, em futuros lançamentos, tenha mais paciência para maturar seu trabalho antes de partir para a publicação e assim consiga nos trazer algo mais consistente. Não é uma crítica negativa que deve acabar com a motivação de ninguém e eu sou apenas um leitor, já li resenhas positivas do livro em outros blogues e minha opinião pessoal não é, de forma alguma, melhor do que a de outros resenhistas. É apenas sincera e espero que também construtiva.
Fonte: Café de Ontem
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Mais uma super resenha!
"O silêncio das mariposas" é mais um livro nacional para apresentar a vocês n'O Nacional é de Segunda em parceria com o autor.
"O silêncio das mariposas", escrito por juliano Schiavo, narra as angústias de um vampiro. Sim, o livro fala sobre vampiros, embora não haja muitos, angústias e dores. Mas o que o diferencia da temática vampírica teen desses tempos é que no lugar do açúcar há pimenta. E muita pimenta!
Narrado em primeira pessoa, nosso personagem Sem Nome e Sem Sexo começa nos falando de sua infância e de como descobrira tão cedo algumas lições. Uma delas é quando recebe um presente completamente inútil para uma criança. Sua lição é de que devemos ser falsos.
"Por que as pessoas falam que a sinceridade é a coisa mais bonita, mas nos ensinam que às vezes é necessário usar de falsidade, da hipocrisia e se esconder em inverdades, sempre agradecendo com um sorriso?"
Então, na adolescência, nosso personagem descobre que a beleza pode abrir muitas portas. É, também, quando começa a sentir seus primeiros impulsos sexuais ao admirar dois belos modelos fotográficos que lhe ficariam na memória por muito tempo. Uma das metáforas mais utilizadas pelo autor então surge após o personagem sofrer um acidente de bicicleta. O cão da melancolia, enfim, passa a segui-lo, com suas orelhas caídas e latido baixo, quando ele tem "seu belo rosto acabado".
Após passar por uma única consulta com uma psicóloga e prometer a seus pais que faria o que eles quisessem se ele não precisasse mais voltar ali, nosso personagem se dedica aos estudos e se forma em jornalismo. Seu primeiro emprego foi cuidar da editoria de cidade e social. Falava daqueles com status, poder, ocos por dentro e que somente se importavam com os ecos de suas badalações. Foi numa dessas badalações que ele conheceu aquele ser andrógino, de uma beleza singular, que o iniciou em sua história de morte em vida e de vida em morte.
Ao aceitar que Lúcio o transformasse, ele abre mão de diversas coisas. Ao aceitar que está vivo na morte, pôs-se a chorar com as consequências de seu ato.
É na morte que nosso personagem parte para várias descobertas ocultas pelo manto da escuridão. Ele quer entender como a vida vampírica funciona, como sobrevive. Quer mergulhar nos prazeres proporcionados pela acentuação de sua beleza, pelo desabrochar de sua sedução.
Toda sua impetuosidade guardada da adolescência aflora em seus ataques por sangue, sobrevivência. E sentir o fluir da vida de cada pessoa em seu corpo é um choque profundo em seus sentidos. Diferentemente de Lúcio, seu corpo não está totalmente preparado para receber o impacto de toda vida que suga com seus caninos.
Em "O silêncio das mariposas", Juliano Schiavo trata de forma sensual, quase erótica, os ataques vampíricos. Mas o livro é mais profundo. É para fazer as pessoas pensarem em até que ponto a sinceridade pode afetar alguém e a medir nossas escolhas. Aquela máxima de "toda ação tem uma reação" é bem explorada pelos sacrifícios de nosso personagem; bem exemplificada quando ele toma consciência de que não mais pode ter sua vida de volta ao se entregar para a futilidade da beleza eterna.
Serviço do livro
O silêncio das mariposas
Autor: Juliano Schiavo.
Páginas: 214.
ISBN: 9788579611506.
Editora: Multifoco pelo selo Anthology.
Sinopse do Skoob:
O livro traz em suas páginas uma personagem sem nome e sem sexo, que revela o sofrimento e os prazeres de sua vida em morte. Transformada em vampiro, seus instintos e sensações se aguçam. Os relatos, que parecem ter sido sussurrados, oferecem ao leitor um retrospecto da infância da personagem até o desfecho de sua história.
Blog: http://www.osilenciodasmariposas.blogspot.com
Twitter do autor: http://twitter.com/julianoschiavo
domingo, 24 de abril de 2011
My Everything
O silêncio das mariposas - Juliano Schiavo


O livro traz em suas páginas uma personagem sem nome e sem sexo, que revela o sofrimento e os prazeres de sua vida em morte. Transformada em vampiro, seus instintos e sensações se aguçam. Os relatos, que parecem ter sido sussurrados, oferecem ao leitor um retrospecto da infância da personagem até o desfecho de sua história.

- O silêncio das mariposas;
- Juliano Schiavo;
- Anthology (Selo da Multifoco);
- 2010
- 214 páginas;
- Onde comprar: Editora Multifoco × Autor
O livro traz em suas páginas uma personagem sem nome e sem sexo, que revela o sofrimento e os prazeres de sua vida em morte. Transformada em vampiro, seus instintos e sensações se aguçam. Os relatos, que parecem ter sido sussurrados, oferecem ao leitor um retrospecto da infância da personagem até o desfecho de sua história.
- Bem, a estória começa de uma forma bastante inusitada, eu diria, porque a personagem está contando sobre sua infância e sua beleza perfeita. O que dizer sobre O silêncio das mariposas?! O livro é genial! Segurando uma pequena crítica social relacionada à estética como pano de fundo, o livro trás um garoto que se torna vampiro e seus suspiros e desejos, que digo logo de uma vez que são muitos, de vários ângulos, explorando exageradamente o lado erótico da coisa. Não é um dos meus livros preferidos, confesso. Mas fiquei simplesmente admirada com a crítica social que ele me trouxe no início, só não me amarrei no erotismo, como eu disse, sou ultrarromântica por natureza e até preso pelo gótico do livro, que cá entre nós, foi bem sensacional.
- Os pontos que eu digo que são positivos são:
- A escrita do autor é sensacional;
- O explorar do vampiro por outro lado é a sacada do livro;
- A narrativa é muito boa;
- O pano de fundo, no caso a crítica social da beleza, é bastante tangente;
- Os pontos que atribuo a negatividade são:
- O erotismo exacerbado;
- O personagem que mais gostei foi o cachorrinho da personagem principal, que me esqueci do nome! Para concluir, O Silêncio das Mariposas é um livro maravilhoso, mas não se encaixa no meu padrão de livros, mas se você quer explorar mais um novo padrão de vampiros, é uma boa pedida!
- Classificação:
- Capa: 10/10;
- Estória: 8,5/10;
- Narrativa: 9,8/10;
- Personagens: 9,5/10;
- Final: 10/10;
- Média: 9,56
Viaje na Leitura
Resenha feita por Pricila Beletato
SÁBADO, 16 DE ABRIL DE 2011
O Silêncio das Mariposas - Juliano Schiavo
"Minhas mãos tremiam. Amassei as folhas de jornal e as joguei na parede. O que foi que fiz? - indagava-me. Caí de joelhos e lágrimas rolavam por minha face. Não compreendia o que tinha feito, mas minhas escolhas agora colhiam os frutos, mesmo que dolorosos." (p.41)

Livro: O Silêncio das Mariposas
Autor: Juliano Schiavo
Editora: Multifoco
Selo: Anthology
O Silêncio das Mariposas é mais uma obra nacional que venho trazer para vocês.
“Não sei o que sou, nem mesmo o que me tornei. Também não entendo os motivos que me fizeram chegar aqui onde estou. Foram apenas passos, talvez desconcertados, que dei. (...)A única coisa que peço é perdão por ter existido e por minhas ações, que nada modificaram o mundo para melhor.” (p. 5)
“E foi nesse dia que consegui enxergar algo escondido em meu interior, que agora fora lapidado: a vida das pessoas era-me indiferente. Pouco me importava se elas eram felizes ou tristes, sadias ou doentes. O que desejava era apenas usá-las para as minhas conivências, nada além dissso.”(p.25)
sábado, 16 de abril de 2011
Mais uma super resenha!
Direto do blog O Capítulo do Livro, de Tiago de Souza Pereira
O silêncio das mariposas

Uma das coisas que se nota de imediato ao ler O silêncio das mariposas é que você não tem um personagem com nome e sexo. Mas de algum modo o Juliano Schiavo faz com que você se sinta como aquele personagem. Bem, pelo menos eu me vi em várias coisas pelas quais o personagem oculto discorreu.
Todos nós queremos agradar a alguém de alguma maneira. E muitas vezes somos desonestos com nós mesmos ao nos fecharmos para que os outros vejam na gente aquilo que os apetesse. Criamos um embrulho magnífico, cheio de laços e belas fitas exteriores, mas com um conteúdo doentio e depressivo, angustiado. No seu aniversário de dez anos, o personagem aprende uma dura e estranha lição, que talvez sirva mais para a frente. Devemos ser falsos mesmo quando a sociedade prega que a sinceridade é uma das coisas mais bonitas.
De fato, de todas as experiências pelas quais o personagem passa, nenhuma é mais intensa e estranha do que sua transformação vampírica. É ali que vemos ele perdendo tudo. É quando vemos até onde nossas escolhas precipitadas podem nos levar.
O silêncio das mariposas é um livro envolvente e de leitura rápida, pelo menos é essa a impressão que eu tive ao baixar e começar a ler as 100 páginas, de um total de 214, disponibilizadas no blog de divulgação da obra.
Se quiserem ler essas páginas e começarem a ponderar sobre várias coisas, baixem clicando aqui as páginas disponibilizadas pelo autor. E sigam o Juliano no Twitter:@julianoschiavo.
domingo, 10 de abril de 2011
O Capítulo do Livro: O silêncio das mariposas
Silêncio das Mariposas, que acabou por silenciar-me também
Começar um livro com tal quantidade de confusão e verdade pode-se dizer é, no mínimo, ousado. As primeiras páginas de uma história ditam o que esperar de todo o resto. Caso seja fornecido muito suspense, drama, ou seja lá qual for o elemento literário, há de se imaginar que ele permeie todas as páginas prendendo o leitor até o ponto final. Nesse caso, 214 páginas depois.
Isso não é nada fácil de fazer. Mas também não é impossível. Juliano Schiavo que o diga.
O silêncio do título, não se faz apenas no ocultar a identidade da personagem central. Se faz também no silêncio quanto ao posicionamento geográfico. Não se sabe de onde vem, nem para onde vai. E sabe-se que os costumes regionais ditam muito das características de alguém. Até essa dica nos foi tirada para dificultar ainda mais a tentativa de descobrir quem nos conta sua história.
Mas há um contraponto para o silêncio. A verdade. A grande quantidade de verdade contida em todas as páginas, desde a primeira lição ensinada pela mãe, (que por incrível que pareça é a “necessidade de mentir” de iludir e encantar – o paradoxo da verdade da mentira). Eis o desnudar da sociedade, da hipocrisia vivida e imposta todos os dias e “revelada” com tanta naturalidade ao longo da narrativa.
Chamou-me a atenção ainda a sinceridade ao expor os medos. O medo de crescer, mesmo sendo necessário, o medo do “apagar eterno”, esse compartilhado pela grande maioria dos humanos, mesmo com tanto sofrimento, com tanta dor. Ainda assim, o medo. De morrer e do desconhecido.
A conservação das características primárias de um vampiro (aversão ao sol, sugar sangue humano, a caçada, o desejo, a sensualidade, a preocupação com o mistério, o não “revelar-se de Lúcio”), em uma onda literária de “adaptação de mitos”, com o contraponto da atualidade (o uso da Internet na busca pelas vítimas, por exemplo), são pontos destacáveis.
Não pude deixar de perceber o traço da Psicanálise, os sonhos revelando desejos reprimidos, para a busca dos que receberiam a “visita” do vampiro. Também não me escapou a frase “ nunca me tornei responsável pelo que cativei”, adaptada de um dos meu livros favoritos, O Pequeno Príncipe, em que Saint-Exupéry declara que sim, nos tornamos responsáveis pelas criaturas por nós cativadas.
Sorvi o livro aos “goles”, foi um por noite. E em nenhuma delas pude deixar de pensar se lá fora existia alguém que um dia me conheceu e que agora desejava o meu sangue. Também não pude me libertar da sensação de receber um beijo de Lúcio, toda vez que fechava o livro e me preparava para “dormir”.
Por cerca de dois meses vivi a vida noturna da criatura de Lúcio e criação de Schiavo. Sofri com seus dramas, ponderei os meus. Aprendi com suas verdades e questionei sempre o teor de suas palavras. Identifiquei-me, talvez essa fosse a intenção de não dar sexo a personagem. Ou talvez não houve intenção alguma.
Talvez tenha ocorrido só a mim, mas enquanto me “identificava” com a personagem, me questionei se não o fazia apenas para não ferir minha visão puritana e romântica de um possível relacionamento entre a criatura e Lucio. Talvez eu quisesse apenas que eles tivessem um relacionamento heterossexual. Pronto confessei. Também tenho os meus tormentos e limitações.
Mas isso é a história. Quero falar ainda da costura narrativa. Schiavo, com apenas alguns escorregões de repetição de palavras conseguiu fazer uma trama incrível. Desde o primeiro momento em que tive acesso a alguns capítulos do livro, no blog de divulgação, me encantou o conjunto de palavras, a riqueza descritiva na composição das cenas.
Sempre fui apaixonada por histórias de vampiros. Mas essa não é uma simples história de um vampiro. É uma história de palavras. De verdades e mentiras. De silêncios e gritos. De felicidades e tristezas. Descobertas e dramas. Do farfalhar de asas de mariposas e Cães melancólicos. Mas, sobretudo de Mariposas Silenciosas.
Venau
31/03/2011
domingo, 20 de março de 2011
Download das 100 primeiras páginas
Clique aqui para baixar: O Silêncio das Mariposas
sábado, 19 de março de 2011
Do portal RAC
O Silêncio das Mariposas, de Juliano Schiavo, fala sobre vampiros, amor, sensualidade e autoconhecimento
11/03/2011 - 19h59 . Atualizada em 11/03/2011 - 20h21
Moara Semeghini/Portal RAC
Com 23 anos, o escritor de Americana Juliano Schiavo tem três livros publicados. O último, O Silêncio das Mariposas, fala sobre vampiros, amor, sensualidade e autoconhecimento. Após ser publicada por uma editora fluminense, a obra foi divulgada por Juliano em redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, através de blogs e no 'boca-a-boca'.
Narrado em primeira pessoa, o personagem central do livro não revela seu nome nem seu sexo e descreve prazeres da vida e da morte. “A narrativa é feita de uma forma que tanto homens quanto mulheres podem se identificar com o personagem central”, explica o autor. “Ele faz reflexões sobre sua infância até os dias atuais”, completa.
Juliano começou cedo a mostrar gosto pela escrita. Aos 15 anos já escrevia para o jornal da cidade, como colaborador. Formado em jornalismo, ele estuda Ciências Biológicas na Universidade Federal de São Carlos (campus de Araras) e trabalha como assessor de imprensa em Santa Bárbara D'Oeste.
Juliano também escreveu o livro Consternado e o livro-reportagem Sociedade do Lixo, que teve cerca de 800 downloads na internet. O Silêncio das Mariposas não está disponível para downloads. Quem quiser adquirir o livro pode mandar um e-mail para
jssjuliano@yahoo.com.br .
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Resenha de Alex Bastos

Do blog Melancólico Mundo
De Alex Bastos, Lages - SC
O Silêncio das Mariposas (Editora Multifoco, 2010), escrito em seis meses pelo jornalista Juliano Schiavo traz consigo um forte traço das obras de Anne Rice, seja por manter as mesmas características mitológicas do mito vampiro ou pela personalidade profunda e filosófica dos personagens. Pode ser vista como falta de criatividade por alguns ou como uma homenagem sincera por outros.
A trama em si é um longo desabafo de um personagem sem nome ou sexo. Sem modéstia o narrador fala da sociedade e de ações incômodas por quais todos passam para poder agradar aos próximos e tornarem-se amáveis de uma maneira totalmente falsa. Esse é, talvez, o melhor ponto do livro.
O protagonista é transformado em vampiro durante um baile de máscaras pelo irresistível Lúcio. Daí em diante a história passa por ciclos cansativos em que a nova criatura tem sonhos aparentemente indecifráveis, mas que se mostram reflexos ou memórias de pessoas que marcaram sua vida mortal e que agora ele deseja experimentar o sangue, já que junto com este, pode absorver emoções e sentimentos.
O relacionamento com Lúcio é extremamente paterno e sexual, modelado por tons de sentimentos que o leitor não consegue compreender totalmente. As mariposas do título são símbolos de uma angustia profunda que persegue o vampiro tanto na mortalidade, quanto na imortalidade. Angústia e melancolia talvez definam a única maneira de ver o mundo através desse livro.
As 214 páginas deste tomo mereciam uma maior atenção editorial, assim como de copidesque. Um exemplo disso é a repetição exaustiva do adjetivo andrógino cada vez que Lúcio está em cena ou falhas gramaticais.
Para aqueles que esperam as grandes perseguições ou romances “sangue-com-açucar” da modinha, não é um bom título.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Verso
sem face, que se esconde nas sombras e no silêncio de seus relatos.
É a história de uma vida sem grandes feitos, sem grandes
conquistas, sem ser grande. Apenas uma vida. Uma vida vampira.
Uma mescla de drama, terror, aventura e conflitos
psicológicos. Um teatro de máscaras e sangue, envolto por
mariposas cinzentas, que bailam em busca de luz. É a ansiedade
traduzida em palavras. É a dor sintetizada em frases. É
o delírio sufocado num livro. É a busca incessante pelo silêncio,
pelo apagar eterno, pelo fim irremediável – um suspiro da
personagem que, num soluço, expõe seu sangue vampiro e sua
única certeza: não há certezas que não caiam por terra.
Apenas o silêncio das mariposas pode ser alcançado – mesmo
que cause dor e desconforto. E tudo por causa de um beijo, um
beijo vampiro, num baile de máscaras, numa noite em que a lua
cheia banhava o céu com uma cor prateada. E, neste turbilhão
de sensações e metáforas, eis que o drama se inicia e se desenrola
numa teia tecida por relatos de uma face sem sexo e sem
nome, apenas com uma cicatriz. Por isso, boa leitura.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Trecho p. 87-88

Adormeci com a cabeça numa pedra e com uma única certeza: o valor da vida está nos dissabores. Só fui acordar quando Lúcio tocou meu corpo dorminhoco esparramado no chão.